O bebê completou 6 meses! O início da introdução alimentar provoca uma mistura de sentimentos, da sensação de liberdade por entender que o leite não será a única fonte de alimentação do bebê à angústia por não saber por onde começar esse processo.

No passado, a orientação dos profissionais era simples e clara: comece com um suco bem coado de laranja lima no meio da manhã. Para o almoço, cozinhe e processe todos os alimentos até virar uma sopa consistente. Mas cuidado com a carne! Ela deve ser retirada após o cozimento e somente o caldo deve ser utilizado para evitar risco de engasgo. A quantidade de comida era pré definida, o aviãozinho era presença garantida nas refeições e a criança só saía do cadeirão com o prato raspado.

Hoje em dia, quanta diferença! No extremo oposto à orientação tradicional, o BLW, a
alimentação guiada pelo bebê (do inglês Baby-led weaning) nos mostra que a criança pode gerenciar sua alimentação sem qualquer interferência do adulto. Os alimentos são oferecidos em pedaços de forma que o bebê consiga pegá-los e leva-los à boca e há confiança nas sensações de fome e saciedade que a criança apresenta.

E no meio disso tudo fica a mãe, transtornada com tanta informação e regras a serem seguidas.

Vamos simplificar esse processo? Que tal ouvir um pouco seu coração e sentir o que te traz tranquilidade? Olhar para seu filho e trazer para o dia a dia aquilo que é da natureza e interesse da criança?

Porque há mães disponíveis em tempo e alma para a deliciosa bagunça de uma auto-
alimentação e outras não! Porque há mães que seguram a onda para lidar com os reflexos de engasgos e outras que sentem um nó no meio do peito. Porque há crianças que se interessam por comida desde os 5 meses e outras que passariam a vida inteira tomando leite numa boa.

Contudo, encontrando o caminho que te faz feliz, vamos aqui fazer um combinado: a visão de que desde o principio estando num processo de educação alimentar deve prevalecer! E educação na alimentação significa educar o paladar e o comportamento alimentar!

Se você optou por oferecer a comida na colher, apresentar para o bebê os alimentos
separadamente para que sinta os diferentes sabores, aromas e texturas é um grande
diferencial à sopa de um único sabor. Talvez seu filho goste de abóbora, mas não de cenoura e não há nenhum problema quanto a isso!

Vale a conversa durante a refeição, vale muito comer junto para dar o exemplo, mas o
brinquedo, o tablet, o celular ou o aviãozinho de colher devem ficar fora da mesa. A intenção é trazer a presença para a comida é sentir quando ainda há fome ou quando a saciedade sinaliza que é hora de parar de comer.

Respeitar a saciedade é um dos pontos altos de uma introdução alimentar cuidadosa e empática. Boca trancada e rosto virado são sinais claros de que o bebê está satisfeito.

Quem disse que aquelas 2 colheres finais são necessárias para seu filho?
Apresentar um mundo novo para o bebê pode e deve ser um momento de curtição dos dois lados. Para a criança uma infinidade de cores, sabores, aromas e texturas e para a mãe a tranquilidade de oferecer uma refeição nutritiva e respeitosa independente do método escolhido.

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